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ISO 10844: como gerenciar o risco da pista entre os ciclos de certificação

  • Harmonia-BBM
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

A certificação de uma pista de testes segundo a ISO 10844 possui validade de dois anos. Esse é o intervalo estabelecido para a recertificação completa das características acústicas da superfície.


No entanto, na prática, a pista permanece em uso contínuo durante todo esse período. O tráfego de veículos, o desgaste natural do pavimento, o envelhecimento dos materiais e a influência das condições ambientais podem alterar gradualmente as propriedades acústicas da superfície.


Isso levanta uma questão importante para laboratórios e centros de teste:


Como garantir a confiabilidade dos resultados ao longo de todo o ciclo entre certificações?


Para organizações que operam sob a ISO 17025, essa pergunta é ainda mais relevante. A norma exige que os laboratórios adotem uma abordagem baseada em risco para assegurar a validade contínua dos resultados emitidos.


O risco de esperar dois anos

Quando se depende exclusivamente da recertificação bienal, existe a possibilidade de que alterações relevantes na superfície da pista passem despercebidas durante meses.


Caso ocorra uma degradação das propriedades acústicas da superfície, isso pode impactar diretamente os resultados de ensaios de ruído, como medições de pass-by noise ou outros testes que dependem da conformidade da pista.


Além das implicações técnicas, isso também pode trazer impactos operacionais e regulatórios, especialmente se resultados emitidos nesse período forem posteriormente questionados.


O papel das medições intermediárias

Uma forma eficiente de reduzir esse risco é a realização de medições intermediárias de verificação, normalmente com periodicidade anual.


Essas medições não substituem a recertificação completa exigida pela norma, mas funcionam como uma ferramenta importante de monitoramento da pista ao longo do tempo.


Entre os principais benefícios dessa abordagem estão:

✔ Monitorar a estabilidade acústica da pista entre certificações

✔ Detectar tendências de degradação antes que afetem os ensaios

✔ Aumentar a confiança metrológica nos resultados emitidos

✔ Fortalecer evidências objetivas para auditorias da ISO 17025


Em outras palavras, as medições intermediárias transformam um possível ponto de incerteza em um processo estruturado de acompanhamento técnico.


Uma abordagem de gestão de risco

Em um sistema de gestão orientado a risco, esperar dois anos para identificar uma possível não conformidade pode representar um cenário custoso, tanto do ponto de vista técnico quanto operacional.


Ao incorporar verificações intermediárias, os laboratórios passam a ter uma visão mais clara da evolução das características da pista e podem agir preventivamente quando necessário.


Como podemos apoiar

As medições intermediárias realizadas em parceria com a MULLER-BBM Industry Solution são uma forma simples, objetiva e tecnicamente robusta de apoiar essa estratégia de monitoramento.


Se quiser entender melhor como esse processo funciona e como ele pode fortalecer a gestão da qualidade no seu laboratório, entre em contato com a nossa equipe.

 
 
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